Esperava ansiosamente pelo seu telefonema. Nunca tivera antes tamanhas provas de paciência. Não sabia o que havia mudado, mas desde que o conhecera temia pela sua liberdade. Sim, ser livre era poder ligar a qualquer hora, sair falando alto e sem olhar para os lados. Será que ser livre era ser só? Não, não era este o ponto. A questão era que desde que o conhecera tivera que rever sua impulsividade. Agora ficava na dúvida se o que julgava liberdade era de fato ou tratava-se de puro capricho. O fato é que vencida por seus impulsos, tinha depois de anos alguém que lhe agitava o coração. Será que era isso? O fato de se ver agitada sem que lhe coubesse qualquer participação tornava a sua impulsividade (ou agitação externa proposital) algo descabido. Não sabia. Tudo era tão novo e tão intenso que se reservava o direito do silêncio. Fato nunca antes registrado. E era neste silêncio que se via vencida pelos fatos. Tinha tantas convicções, tantas verdades, tantas experiências e percebia que nada do que sabia poderia lhe ajudar a entender o que estava sendo. A questão era essa, se explicasse acabaria o sentido, pois quando as palavras dessem nomes a cada momento, a cada olhar...saberiam os dois que aquela seria somente mais uma das tantas histórias de amor. Poxa! Se sentiu aturdida, como poderia saber tratar-se de uma história de amor. Puro blefe, pois não sabia. E se houvesse um checklist, certamente não estaria esta entre elas. Sentiu medo, pois sentada num banco, continuava a olhar para o relógio. Será que hoje seria o fim? Será que tudo se reduziria a lembranças? Não tinha nenhuma resposta, mas se fazia todas as perguntas. Jurava para si mesma que se aquele fosse o ultimo encontro, seguiria feliz com as emoções que conhecera. Não sabia se era verdade o que dizia a si mesma, mas tentava acreditar naquilo como uma forma de não sofrer por previsão...
Mirian Carvalho Lopes - Rio - Outubro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Adoro um amor inventado...
Emaranhado de pensamentos
Desconexos, insensatos, suicidas, tragicômicos.
Me perco entre o que eu sinto e a verdade
Acredito tanto no que digo que até duvido
E por hoje basta,
Deixa que amanhã eu admito
Falta de sentido...
domingo, 8 de maio de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
IdeiAs InacAbadas - Viver com menos
...viver com menos, sempre fui partidaria desta idéia. No entanto, coloca-la em prática requer dedicação, inteligência emocional, organização. Sim, o equilibrio emocional é essencial para que esta empreitada dê certo. Não é nada fácil nos desfazermos/desapegarmos de algumas coisas que muitas vezes tem em si, embutidas, nuances que nem nós mesmos sabíamos. Estou neste caminho, mas depois de doar grande parte do meu armário, contabilizei que ainda tenho: 13 sandálias, 10 rasteiras, 16 sapatos, 5 camisas, 12 casacos, 26 calças, 5 botas, 106 blusinhas, 25 saias e shorts, 39 vestidos. O que é o essencial? acho que ainda estou longe!! mas estou a caminho...
Mais sobre o tema: http://busk.com/news/viver-com-menos
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